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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Programa Fantástico fala sobre violência doméstica e divulga serviço Ligue 180

 A violência doméstica contra a mulher foi tema de reportagem no programa Fantástico, da Rede Globo. Tendo como ponto de partida a personagem de Celeste, da novela Fina Estampa, e o dado de que em São Paulo oito mulheres são agredidas por hora, o programa exibido no domingo à noite apresentou alguns casos reais de violência e divulgou informações sobre o Ligue 180 - a Central de Atendimento à Mulher, serviço da Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo federal.

Leia a seguir trechos da reportagem:

"Esta semana, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo divulgou dados inéditos sobre a violência doméstica que atinge o Estado. Os números assustam: a cada hora, pelo menos oito mulheres são agredidas." -
26/10/2011 - Em SP, uma mulher é agredida a cada 7 minutos

"No mundo real, as brasileiras contam com o apoio da Central de Atendimento à Mulher. É só ligar para o número 180. Em cinco anos, o serviço recebeu quase dois milhões de ligações. A maior parte feita por mulheres de São Paulo, Bahia e Minas Gerais." - 27/10/2011 - Reportagem sobre violência congestiona o serviço Ligue 180
"Segundo dados do governo federal, 40% das vítimas que fazem a denúncia convivem com o agressor há mais de dez anos. A atriz Dira Paes, que faz o papel de Celeste, acredita que denunciar o companheiro é mais difícil do que parece. 'A pergunta que eu mais ouvia nas ruas era: ‘Quando é que você vai denunciar esse homem? Quando é que você vai parar de apanhar?’. E eu acho isso incrível, porque é o desejo de todo mundo, mas não é fácil para quem está dentro do furacão', comenta Dira."

"Desde 2006, quando a Lei Maria da Penha entrou em vigor, mais de 11 mil homens que agrediram suas companheiras foram parar na cadeia no Brasil."

"A juíza Elaine Cavalcante só julga casos envolvendo crimes contra as mulheres na cidade de São Paulo. É em uma sala que ela faz as audiências e fica frente a frente com agressor e vítima. 'Eles raramente chegam a pedir perdão para a mulher. Acho que a maioria nega, poucos acabam admitindo e sentindo arrependimento e vergonha pelo ato cometido', afirma Elaine."

"Alexandre Nero, que interpreta o marido violento, diz que a novela serve de alerta. 'É importante que as pessoas consigam enxergar na televisão seu espelho. Quer dizer, ali estão acontecendo coisas que estão acontecendo aqui em casa. Esse homem existe aqui dentro da minha casa ou na casa da minha vizinha', comenta o ator." -
26/10/2011 - Novela pauta mídia sobre violência contra a mulher
Acesse o vídeo no site do programa
Leia a reportagem completa: 
A cada hora, oito mulheres são agredidas em São Paulo (Fantástico - 31/10/2011)

Postado por Neliane Reggiani Andrade

Publicação sobre Igualdade de Gênero e Raça é lançada pela OIT e Dieese

O estudo analisa a evolução das cláusulas de gênero nos processos de negociação coletiva no país nos últimos 16 anos e das cláusulas relativas à igualdade racial nos últimos dez anos

Publicação sobre Igualdade de Gênero e Raça é lançada pela OIT e Dieese


A publicação “Negociação de Cláusulas de Trabalho Relativas à Igualdade de Gênero e Raça 2007-2009” foi realizada pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O estudo analisa a evolução das cláusulas de gênero nos processos de negociação coletiva no país nos últimos 16 anos e das cláusulas relativas à igualdade racial nos últimos dez anos. A publicação faz parte do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero e Raça no Mundo do Trabalho da OIT-Brasil.

As organizações responsáveis pela publicação esperam que esta contribua para a reflexão, por parte dos diversos atores do mundo do trabalho, acerca da importância e da potencialidade da negociação coletiva como instrumento e estratégia para a promoção de igualdade de gênero e raça. Esperam também que a publicação colabore para o aprimoramento dos processos de diálogo social e para a promoção do trabalho decente no Brasil.

A íntegra da publicação está disponível no sítio do Instituto Ethos e pode ser descarregada
clicando aqui.

Postado por Neliane Reggiani Andrade

Mulheres capixabas querem reforço na rede de atendimento

Mais de 300 mulheres participaram da III Conferência Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres do Espírito Santo, que ocorreu de 3 a 5 de novembro, em Aracruz. Além da questão da autonomia, a plenária reafirmou a necessidade de ampliação da rede de atendimento às mulheres vítimas de violência.

O Espírito Santo registrou, segundo a promotora Sueli Lima, do Núcleo de Gênero do Ministério Público estatual, 110 homicídios de mulheres em 2011. O Estado além de liderar as mortes de jovens, está no topo das estatísticas de violência contra a mulher há alguns anos.

CONHECER – A ministra Iriny Lopes, ao abrir a conferência, ressaltou que aquele era um espaço democrático, momento de diálogo, análise e construção.

“Só conseguimos alterar uma realidade quando reconhecemos os problemas. É esse patamar de reconhecimento, de que perdura a desigualdade entre homens e mulheres no nosso país e no mundo, que nos podemos interferir. Só alteramos o que conhecemos e reconhecemos”, ressaltou a ministra.

Iriny Lopes lembrou que as propostas da conferência deveriam ter em mente os princípios de respeito à diversidade e combate a todas as formas de racismo, homofobia, discriminação contra as pessoas com deficiência; indígenas, ciganas, entre outras.

RELIGIÃO – “A religião de cada pessoa é de foro íntimo e não pode interferir na política. O estado é laico. A defesa e a convicção de que o Estado é laico: com respeito ao exercício da liberdade religiosa, entretanto, as políticas públicas não podem se mover em função de crenças religiosas”, lembrou.

A ministra disse ainda que a Secretaria de Políticas para as Mulheres enviou R$ 2,5 milhões para o Pacto de Enfrentamento à Violência e que o governador garantiu a contrapartida do Estado.

Postado por Neliane Reggiani Andrade

Fonte: http://www.conferenciadasmulheres.com.br/noticiaLer.php?id=131